Sunday, 31 January 2010

Começando a busca de emprego

Para resolver bem qualquer problema, o primeiro passo é entendê-lo, conhecer a situação e estar ciente do contexto para então buscar soluções e finalmente aplicá-las. Na busca de emprego não é diferente. Portanto muito antes de pisar no Canadá, é bom começar a fazer o dever de casa, juntando o máximo possível de informações sobre o mercado de trabalho em sua área de atuação na região para a qual pretende imigrar. Temos a sorte de viver na era da Internet, um mundo totalmente conectado e transbordando informação. Com um computador, conexão à rede, paciência e um pouco de força de vontade, você consegue muita coisa, mesmo estando longe do seu destino e não conhecendo ninguém por aqui.

Explore ao máximo os sites de oferta de empregos, classificados e sites de empresas que podem ter vagas pra você. Também há muitos sites e podcasts especializados em busca de emprego e assuntos relacionados cheios de dicas e informações valiosas. Se for preciso telefonar pra alguém nas terras geladas uma boa dica é utilizar aplicativos como o Skype para fazer chamadas telefônicas internacionais por preços bem mais baixos do que os da telefonia tradicional.

Visitas periódicas a sites como Monster, Jobboom e Craig's List vão te dar uma idéia do tipo de vagas que são ofertadas na sua futura cidade. Muitos deles oferecem serviços de notificação, nos quais você se cadastra no site e recebe por e-mail as ofertas de emprego que correspondem ao seu perfil profissional. Tente descobrir quais empresas se destacam na sua área e quais são consideradas bons empregadores. Procure saber qual a faixa salarial que o mercado paga para o seu perfil. Uma ótima ferramenta pra isto é o Monster Salary Centre. Enfim, descubra o que o mercado local oferece e exige. Procure saber como as coisas funcionam no seu novo lar. Mas também saiba o que você quer, que tipos de emprego você deseja, qual o ideal e quais são aceitáveis, pois é importante ter foco durante a busca.

Uma outra coisa que eu acho fundamental é ter uma estratégia para a sua busca de emprego. Isso vai te guiar durante a jornada e manter você nos trilhos. Trace um plano do que você vai fazer, ponha no papel (ou na tela) os passos que você vai seguir pra procurar emprego e o que vai fazer caso eles dêem errado. Além do plano principal, tenha um plano B, um plano C, etc... Por exemplo, no meu caso a estratégia em linhas gerais era procurar um emprego em Montreal na área de desenvolvimento de software. Se depois de cerca de 4 ou 6 meses eu não encontrasse, começaria a procurar nas duas grandes cidades mais próximas: Ottawa e Quebec. Em paralelo eu iria procurar também vagas fora da minha especialidade, mas nas quais eu também pudesse trabalhar. Se depois de mais alguns meses não aparecesse nada, eu iria tentar também os empregos totalmente fora da minha área mas que exigem menos qualificação e experiência, apenas para pagar as contas enquanto continuaria procurando o emprego ideal.

Quem ainda ainda vai demorar um pouco a vir pro Canadá por estar aguardando o processo de imigração ou outros motivos, pode achar que é cedo pra tomar essas providências. Mas me parece ser o momento ideal pra dar início a isso. Quanto mais cedo você começar a se familiarizar com o seu novo contexto e se planejar, menos tempo e dinheiro você vai ter que gastar fazendo isso quando estiver aqui e suas chances de encontrar logo um bom emprego devem aumentar. Você não vai ser pego de surpresa nem ficar perdido sem saber o que fazer se conhecer bem o que te aguarda.

Saturday, 30 January 2010

Busca de emprego no Canadá


Encontrar um bom emprego no Canadá pode ser bem difícil. Pode demorar bastante, dar muito trabalho, te levar aos seus limites, detonar sua auto-estima, acabar com suas economias e sua paciência. Mas também pode ser o contrário de tudo isto. É claro que todos queremos ter a sorte de cair nesse segundo caso, mas na dúvida o melhor é se preparar para o pior. Assim você não vai estar em apuros se precisar enfrentar muitas dificuldades e terá uma agradável surpresa se tudo correr fácil e der certo mais cedo do que o esperado.

No nosso caso acho que ficamos entre esses dois extremos. Não demorou tanto quanto vimos acontecer com outros colegas, mas também não chegamos aqui com o emprego já garantido, como gostaríamos. Nos mudamos para Montreal em meados de junho de 2009, consegui um primeiro emprego razoável e ligeiramente fora da minha área no meio de outubro mas duas semanas depois apareceu o emprego do jeito que eu queria. Agora, completados 3 meses no segundo emprego, estou indo pra um terceiro. Melhor do que o anterior em alguns aspectos, pior em outros e uma incógnita no resto. Vamos aguardar pra ver se valeu mesmo a pena.

Faz tanto tempo que não escrevo neste blog que prometo escrever daqui pra frente alguns posts sobre a minha experiência no mercado de trabalho canadense, tentando passar um pouco do que eu tenho aprendido por aqui com relação a busca de emprego e tudo o mais. Espero que isso ajude outras pessoas que estão passando ou vão passar por esse mesmo processo, assim como conhecer a experiência de outras pessoas também me ajudou. Vale lembrar que cada caso é um caso e eu não sei exatamente como é em outras cidades do Canadá, eu só posso falar de Montreal e do meu caso específico, portanto dêem o desconto se perceberem muitas diferenças com relação a outros contextos.

Thursday, 17 December 2009

Sobre o friiiio...

Hoje pegamos pela primeira vez -19 ºC. Confesso que gelei só de olhar a temperatura na previsão. Me preparei toda. Coloquei termal underware, midlayer (um casaco mais fino, por baixo do casaco mais grosso), cachecol, gorro, luva, botas, e o casaco mais quente. Sai de casa e fui para a parada de ônibus. Sinceramente, eu não senti muita diferença para os -10 ºC que estava fazendo na última semana. Foi tranquilo. Nada de outro mundo. O grande problema é quando vem uma rajada de vento. Aí não tem nariz que aguente! Tirando isso, não passei mais frio do que na “Noite dos Insetos Assassinos”, em Mulungu. Ali sim foi frio, viu?


Acho que passei até um pouquinho de calor... Quando desci do primeiro onibus para pegar o segundo, eu vi ele passando do outro lado da rua. Como não deu para alcançar, eu não passei 15 minutos a -20 ºC esperando pelo próximo ônibus. Entrei na Starbucks em frente a parada de onibus, comprei um café, e fiquei lendo o meu livro por uns 10 minutos até que eu avistei o ônibus lá longe. Só então eu fui para a parada de ônibus, junto com algumas outras pessoas que tiveram a mesma ideia. Olha que maravilha! Vamos ver como vai ser quando chegar a -30 ºC.


E para ilustrar esse post, uma foto da Université de Montreal. Eu trabalho nesse prédio aí só até amanhã. Vou sentir saudades! Mas a escolha de não fazer o doutorado na bioinformática foi minha.



P.S. Sobre o nariz no frio de -20 ºC, os palhaços é que são felizes porque eles podem andar com a bolinha protegendo a ponta do nariz... Eu tento enrolar o cachecol e proteger o nariz, mas quem me conhece sabe que eu tenho uma "gastura" terrível de qualquer contato com o meu nariz. Mas nesse frio, o jeito é tentar se acostumar. Se eu me acostumei com os óculos, pode ser que eu consiga me acostumar com o cachecol...

Monday, 7 December 2009

Carteira de motorista - parte 2

Esse é um post bem atrasado sobre a segunda parte para se tirar a carteira de motorista: O Road test.


Um dos problemas do Road Test para quem vem do Brasil é que é impossível alugar um carro com marcha manual. E a grande maioria dos brasileiros passa a maior parte da vida dirigindo carros com marcha manual.


Logo depois que se passa pela prova escrita, a gente vai pegar uma senha para marcar o teste de direção. No guichet, o rapaz oferece a carteira de aprendiz. Com essa carteira você já pode dirigir pelas ruas de Montreal acompanhado de outra pessoa que tenha carteira de Québec, e pode fazer aula da auto-escola, se quiser. Essa carteira de aprendiz, se não me engano, custa CAD$45,00. Eu preferi não comprar. Achei muito caro e não tinha nenhum amigo com carteira Quebecois e carro para treinar antes do teste de qualquer forma.


O que eu fiz algumas horas antes do teste foi pagar uma aula com um instrutor daqui que aceita alunos sem a tal da carteira de aprendiz (tudo por debaixo dos panos mesmo). Ele também alugou o carro para eu fazer o teste.


O meu teste era numa terça-feira às 9h10min. Então encontrei esse instrutor às 7h na estação de metro Henri-Bourassa. Ele foi me buscar no carro em que outro aluno estava fazendo aula antes de mim, no mesmo esquema para fazer o teste logo depois. Já no banco de trás, senti como seria estressante essa aula. Ele gritava com o menino o tempo todo, dizia que ele ia matar as pessoas, etc. Já fui ficando nervosa logo no início. Quando deixamos o rapaz no SAAQ para ele fazer o teste dele, eu peguei o carro e comecei a minha aula.


Aqui vou fugir um pouco do assunto para falar que devia ser obrigatório que todos aprendessem a dirigir com marcha manual antes da automática. Os adolescentes aqui já começam dirigindo os carros de marcha automática e nunca aprendem a dirigir carros com marcha manual. A marcha automática é ridicula. Você só precisa pisar no acelerador e no freio. Nada mais. Não tem o feeling de você aprender o quando trocar as marchas. Acho que eles perdem muito em não aprender isso.


Voltando à aula com o terrorista, foi a pior aula de todos os tempos. Ele fica o tempo todo gritando. Você não pode perguntar nada e qualquer erro que eu cometia ele dizia que eu ia matar as criancinhas no meio da rua. Tive que perguntar três vezes sobre a história da dupla parada até que ele conseguisse me explicar direito quando fazer... Quando acabou a aula, ele me deixou no SAAQ já dizendo que eu não ia passar e que podia ligar para ele depois para marcar outra aula. Valeu!


Eu fui então fazer o teste. Passei uns 20 minutos tentando me acalmar depois das loucuras daquele maluco. Tentando decidir se adiava logo o teste ou se fazia para ver no que dava. Fiquei nesse dilema até que o avaliador me chamou para fazer o teste. Ai, ai, eu estava tão nervosa... Me tremia toda. Ele já estava com a chave do carro. Ele abriu as portas, sentou no banco do passageiro, já colocou a chave na ignição e ligou o carro. Eu entrei e rezei para dar tudo certo. Ele mandou eu sair do estacionamento. Eu, seguindo as instruções do louco, fiz como me foi dito. Coloquei a mão no banco dele, me virei toda para trás, e comecei a da a ré. Fui bem devagar por que me sinto muito mais segura usando os espelhos para fazer isso, mas regra é regra. Sai do SAAQ e comecei o teste. A primeira instrução dele foi dobrar a direita num sinal na Av. Henri-Bourassa. Como estava nervosa, assim que o sinal abriu fui logo dobrando a direita sem pensar direito, quando, felizmente, lembrei dos pedestres. Ele ainda falou: Os pedestres tem preferencia. Eu respondi que sabia, que so estava nervosa. Tirando isso, o resto do teste foi ótimo. A tranquilidade dele me deixou mais tranquila. Fiz o teste direitinho, parando nos PAREs, olhando para os pontos cegos antes de dobrar, fazendo a dupla parada quando o PARE é só pra mim, e continuando na faixa da esquerda quando dobrando para a esquerda (a parte mais difícil para mim). No final do teste, a gente volta para o SAAQ e faz a baliza.Chegando no SAAQ, eu fiquei parada com o carro, esperando os que já estavam fazendo terminarem. Nesse momento eu e o avaliador demos uma boa rizada do que estava acontecendo na area da baliza. Uma menina subiu a calcada, um menino bateu no carro de tras e a outra estava presa sem conseguir estacionar e nem sair da vaga. Passamos uns 5 minutos esperando alguem conseguir sair dessa situacao ate que eu fui fazer a baliza. De novo, posicionei o carro e coloquei o braco no banco do passageiro para virar o corpo todo para tras para dar a ré. Isso é muito chato, viu? A gente tem bem menos controle do carro fazendo isso. Tudo certo. Fiz a baliza e voltei para o ponto de partida, tendo que estacionar o carro de frente em qualquer vaga. Estacionei e ele me falou: Parabéns, você passou com 100%.


Que Felicidade viu? Na mesma hora liguei para o terrorista para falar que passei. Não aconselho a aula dele antes da prova para pessoas facilmente impressionáveis. Foi bom porque muita coisa sobre o teste eu não sabia, mas se tivesse que fazer de novo, não faria com ele nem a pau. Paguei a taxa da carteira, que para mim foram $76,00 dolares porque fiz aniversário em Outubro. Todo ano você paga pela renovação, pelo que entendi.


O Márcio fez o Road test dele semana passada e também passou. Mas, segundo ele, ele teve mais problemas com o avaliador do que com o terrorista...



Monday, 26 October 2009

Top 5


E para as donas de casa de plantão:


Top-5 Produtos Canadenses (Na minha opinião)





  1. Toalha de papel absorvente – Impressionante! Parece tecido. Você pode molhar, limpar a superfície, molhar de novo, espremer, e a folhinha fica quase intacta (dependendo da marca). Imagino que não deve ser muito ecológica, mas o fato de você precisar de apenas uma folha para limpar uma mesa suja, por exemplo, deve compensar.




  2. Detergente de lavar louças – O primeiro que compramos durou cerca de 4 meses! Tem que usar bem menos do que estamos acostumados a usar no Brasil, senão o sabão não sai dos pratos. O negócio é super concentrado.




  3. Desinfetante – Mesmo princípio do detergente. Super concentrado! Uma garrafa não dura 4 meses, porque o cachorrinho não ajuda e, às vezes, faz chichi no meio do banheiro. Aqui em casa chega a durar quase 2 meses.




  4. Meias anti-chulé – A melhor invenção do século. Imaginem passar o dia com os pés dentro de uma bota toda acolchoada por dentro, bem quentinha. Bom né? Nem tanto para o nariz. Mas com essa maravilhosa invenção, você pode tirar a bota em casa despreocupado. Claro que elas não fazem milagre e, se seu pé sua muito, provavelmente, depois de alguns dias usando a mesma meia vai dar um pouco de chulé, mas nada comparado com uma meia normal.




  5. Embalagens em geral – Aqui as embalagens são feitas para realmente conservar os produtos, mesmo depois de abertas. Quando é algum produto alimentício geralmente tem aquela tecnologia que parece com um zíper. O produto fica bem conservado por um bom tempo e você não se preocupa em fechar tudo com pregadores (hehehehe!). A caixa de leite tem um mecanismo bem inteligente (alguns não concordam) para abrir e fechar. Enfim, isso não é regra, é claro.





Depois vou postar o Bottom-5.

Wednesday, 23 September 2009

Picnic

Ultimamente, os dias aqui em Montreal têm sido bem bonitos. Inspirados pelo céu limpinho e as temperaturas agradáveis que têm feito nesses dias, nós resolvemos fazer um picnic domingo (Na verdade há dois domingos atrás, mas demorei para postar). O lugar? Parc Lafontaine.



Quando a gente veio para Montreal, eu tinha em mente que iria me apaixonar pelo parc Mont Royal. Mas me enganei. O parc Lafontaine é o point dos picnics de domingo, grupos de pessoas andando de bicicleta, cachorrinhos de todos os tipos e crianças alimentando os patos, que brincam no enorme lago artificial, com direito a chafariz e queda d'água. Estou apaixonada pelo parc Lafontaine.


Visando inaugurar nossa mochila de picnic, uma das nossas aquisições mais recentes, graças ao casal da Bahia , Ludmila e Luís (http://receitasdalud.blogspot.com), resolvi que iria fazer algo bem simples, mas que desse para usar alguns dos acessórios da mochila.


O Márcio foi o responsável pelas bebidas. Ele fez o tradicional café com leite com ajuda da nossa cafeteira italiana (também comprada do adorável casal já citado acima).


Quanto às comidas, foram ambas receitas do blog da Lua (http://quichedemacaxeira.blogspot.com): O tradicional pão de requeijão (feito com queijo cottage substituindo o requeijão) e as adoradas blondies (com gotas de chocolate meio amargo e chocolate branco). Para colocar no pão, trouxemos geléia, manteiga e umas fatias de queijo cheddar processado. Não podia ser mais simples: café com pão e bolo.



Então, domingo de tarde nós fizemos a peregrinação para o parque. Eu (com o Athos na bolsinha), Márcio, Aleyne e Jim organizamos tudo, montamos nas nossas bixis e partimos em direção ao parc Lafontaine. Foi uma ótima tarde. Nós tiramos um monte de fotos, e o picnic foi um sucesso.




Além de tudo, descorbi uma utilidade pra rede que eu trouxe lá de Fortaleza. Vi várias pessoas deitadas nas redes, armadas entre duas árvores. Como foi que eu não pensei nisso antes? Da próxima vez, vou levar a minha redinha também.


Monday, 21 September 2009

driver's license

Algumas coisas por aqui não são muito diferentes daí. Essa semana fomos no SAAQ fazer o teste escrito para tirar a carteira de motorista. Tivemos que marcar horário, por telefone, há cerca de um mês atrás.


Para quem não sabe, a nossa carteira é válida por um período de 3 meses após o “landing”. Depois disso, nós temos que ir no SAAQ para obter a carteira daqui. Alguns imigrantes, dependendo do país de origem, não precisam fazer o teste escrito e/ou o de direção. Mas, como brasileiros, que somos, os testes são obrigatórios para nós. Meu “appointment” estava marcado para 9h30min e o do Márcio para 9h50min, mas, por telefone, nos disseram para irmos juntos ao guichet. Com todos os documentos em mãos (Passaporte, papel do landing, Cartão do Assurance de maladie, carteira de motorista do Brasil e sua tradução obtida no consulado) chegamos no local por volta das 9h. Assim que chegamos, uma equipe de seguranças nos orientou a esperar no lado esquerdo, junto com várias outras pessoas que estavam ali há mais tempo, até que os guichets fossem abertos, o que aconteceu às 9h25min. Felizes e sorridentes, fomos para a fila. Ao chegar no guichet veio a decepção: nenhum “appointment” havia sido marcado para mim. O do Márcio estava OK, mas o meu não apareceu no sistema. Fui misteriosamente apagada da lista. Fiquei muitíssimo irritada. Acordei cedo, cheguei no trabalho tarde, gastei tempo, dinheiro e paciência por nada. Depois dessa, fui correndo para o trabalho para não precisar sair tão tarde. O Márcio ficou, lá fazendo o exame, mas, infelizmente, ficou reprovado por 1 questão. Ele vai ter que refazer somente as questões que errou.


Assim que cheguei no trabalho escrevi uma enorme reclamação no site do SAAQ. De tarde eles ligaram para o Márcio para conversar sobre a reclamação. Olharam no sistema e viram que eu realmente tinha um appointment marcado para o dia 16. Pediram desculpas, e disseram que ligariam marcando um outro appointment pra mim. Pelo menos essa parte foi bem diferente do Brasil. Pouco tempo depois, uma mulher ligou marcando para o dia seguinte às 8h30min .


No outro dia fui feliz, alegre e sorridente, já levando o meu PRcard (que chegou no dia anterior de tarde) para o guichet. Chegando lá, descobri que também precisava ter levado o papel do landing. Fiquei muito chateada. Fui em casa pegar o papel e voltei para o SAAQ, ainda com esperanças de ir trabalhar depois (bobinha!).


Com o papel do landing em mãos o doce rapaz no guichet, que naquele dia resolveu que não falava inglês, mas no dia anterior atendeu o Márcio o tempo todo falando inglês, passou quase 20 min olhando para os meus documentos. Ele estava em dúvida se teria problema o fato de a minha carteira de motorista ainda estar com o meu nome de solteira. Eu, já com ódio, falei para ele perguntar para alguém que soubesse. No final deu tudo certo. Fiz o exame de vista direitinho e depois fui fazer o exame escrito. Achei bem complicado. A prova é cheia de "cascas de banana" e é feita num computador do período Jurássico. Mas passei e já marquei o exame prático para o próximo dia disponível, 17 de novembro. Um outro rapaz do guichet me perguntou se eu queria comprar a carteira de aprendiz para praticar com alguém ou fazer alguma aula na auto-escola, mas por 46 dólares, prefiro fazer a prova com a cara e a coragem mesmo...


Saí de lá já era quase 16h.