Sunday, 14 February 2010

Montreal e as mulheres - de tratamentos de beleza a hidratantes para a pele

Me desculpem os rapazes, mas esse post vai ser mais direcionado para as moçoilas e as pequenas coisas de que tanto gostamos de fazer para ficarmos mais bonitas e cheirosas.


Chega a ser irônico eu estar postando algo do tipo porque eu nunca fui vaidosa quando morava no Brasil, e só fazia unhas e depilação uma vez por mês ou menos. Mas de vez em quando sempre dava uma vontade de ir no salão fazer aquela recauchutagem para ficar me sentindo um pouco melhor depois de um dia estressante/deprimente no "trabalho", aí no Brasil.


Aqui no Canadá é mais difícil ceder a essa vontade repentina de passar a tarde no salão de beleza. Não apenas os preços são mais salgados, mas a qualidade do serviço pode variar bastante. Para fazer unhas aqui no Plateu Mont Royal você não vai desembolçar menos do que CAD$40,00 (quarenta dólares canadenses)!  Se converter para o Real dói ainda mais no coração. Diante desse preço absurdo só nos resta uma de três opções: aprender a fazer a própria unha antes de vir, arrumar um emprego muito bom ou se conformar com a aparência natural das suas unhas. Eu tenho oscilado entre a primeira e terceira opções. Talvez eu tenha coragem de pagar alguém para fazer as minhas unhas no aniversário de 10 anos de casamento, daqui há 8 anos. Mesmo assim o ato de se fazer unha aqui é completamente diferente do método brasileiro, e talvez eu fique ainda mais irritada em pagar 40 dolares só para alguém cortar e pintar a minha unha.


Outro problema comum às brasileiras no Canadá é a depilação à cera. Os preços por aqui não são tão mais salgados que os preços no Brasil (considerando o valor em dinheiros) e a qualidade do serviço talvez seja a mesma. Porém o maior problema é a falta de vontade de se depilar. Com os 6 meses de inverno, o uso de saia e vestidos está praticamente restrito aos 2 meses de temperaturas amenas que temos durante o ano (considerando as mulheres com sensibilidade normal nas pernas, já que algumas canadenses conseguem usar mini-saia a -20 oC sem problemas). Devido a isso, eu não sinto vontade nenhuma de me depilar a cera - o que acontece com muitas brasileiras que chegam aqui acostumadas a se depilar exclusivamente com cera. O barbeador tem servido bem a seu propósito, mas tanto a cera fria, como a cera quente são vendidas em qualquer farmácia para você mesma fazer o trabalho sujo.


A sobrancelha é o meu maior problema. Eu morro de medo de fazer a minha sobrancelha sozinha e acabar deformando o meu rosto para sempre. Será que é exagero? Desde que cheguei tenho tirado os pêlos mais horrendos sozinha, mas ainda não tive coragem de fazer direitinho. Outro dia vi que a Cláudia do quebecoisa foi num salão e só pagou $5,00 para fazer a sobrancelha. Eu realmente não sabia qual seria o preço. Acho que simplesmente inferi que, assim como as unhas, seria um valor absurdamente caro. Quanto à isso estamos salvas!


Um problema que surge com a chegada do frio é a obrigatoriedade de se usar hidratantes o tempo inteiro. Eu sempre detestei hidratante, mas aqui não tem jeito. Se você não quiser acordar um dia, se olhar no espelho e ver a sua avó, o hidratante é sim obrigatório. Pelo menos 3 tipos fazem parte do meu dia a dia (agora sem hífen):


- Um para as mãos, pequeno e que eu possa levar na bolsa sempre. Eu gostei bastante do Aveno. Achei que mesmo lavando as mãos o tempo todo, ele fixa bem, não fica melecado e minhas mãos ficaram menos enrugadas quando eu saio de casa;


- Um para o corpo. Esse foi o que eu demorei mais para me render. Só quando não consegui mais dormir com as minhas pernas coçando (pele seca coça pra caramba) por causa do ar seco foi que eu comecei a usar. Acho que para o corpo qualquer um deve servir. A gente comprou um pacotão no Costco de um hidratante chamado Lubriderm, que teoricamente mantém a pele hidratada por 24h. Achei muito bom e já tenho conseguido dormir melhor.


- Um para o rosto. Ainda não encontrei o hidratante perfeito para mim. O primeiro que comprei foi um da Nívea, que era de uso diário e para peles normais, mas meu rosto ficava oleoso assim que eu usava o hidratante, e depois de um tempo a pele ficava seca de novo e meio vermelha nas bochechas. Depois comprei um chamado Ponds, que era para pele seca e também de uso diário, mas com esse a minha pele fica oleosa sempre. Parei de usar os dois e tenho usado somente o meu protetor solar fator 50 para o rosto da Biodherma. Este tem funcionado melhor que os outros e só me deixa um pouco esbranquiçada, o que eu conserto com um pouco de pó.


O corte de cabelo em Montreal pode variar bastante de preço, assim como no Brasil. Eu cortei meu cabelo com o Will, um pernambucano arretado que mora por aqui e que deixou meu cabelo lindíssimo por um precinho bastante acessível para os recém-imigrantes $18,00. O Márcio foi num barbeiro na st. Catherine e cortou o cabelo dele pelo mesmo preço. Mas imaginem que cabelo de mulher geralmente é mais caro de se cortar.


Quanto a tratamentos de beleza, eu sei que aqui a depilação a lazer é bastante cara. Outro dia vi no jornal um pacote para axila buço e sobrancelha, na promoção por "apenas" $1.500,00. Eu nunca tive vontade de fazer, mas se um dia eu fizer esse tipo de depilação, será no Brasil, com certeza. Outros tratamentos como drenagem linfática e massagem redutora podem custar até 3x mais (ainda falando em dinheiros).


Esse post provavelmente não ajudou muita gente, mas é sempre bom vir preparado para mudar o seu estilo de vida. Se você é patricinha (ou sonha em ser patricinha) aconselho a trazer sua esteticista do Brasil na sua mala, porque por aqui esse tipo de coisa é realmente um luxo. Mas mesmo não sendo possível ceder ao impulso de passar um dia de princesa no salão, você ainda pode passar um dia de princesa na sua casa, fazendo a sua própria unha, se depilando, tomando um banho de cremes e assistindo Dirty Dancing na TV. O resultado é tão gratificante quanto.

Sunday, 31 January 2010

Começando a busca de emprego

Para resolver bem qualquer problema, o primeiro passo é entendê-lo, conhecer a situação e estar ciente do contexto para então buscar soluções e finalmente aplicá-las. Na busca de emprego não é diferente. Portanto muito antes de pisar no Canadá, é bom começar a fazer o dever de casa, juntando o máximo possível de informações sobre o mercado de trabalho em sua área de atuação na região para a qual pretende imigrar. Temos a sorte de viver na era da Internet, um mundo totalmente conectado e transbordando informação. Com um computador, conexão à rede, paciência e um pouco de força de vontade, você consegue muita coisa, mesmo estando longe do seu destino e não conhecendo ninguém por aqui.

Explore ao máximo os sites de oferta de empregos, classificados e sites de empresas que podem ter vagas pra você. Também há muitos sites e podcasts especializados em busca de emprego e assuntos relacionados cheios de dicas e informações valiosas. Se for preciso telefonar pra alguém nas terras geladas uma boa dica é utilizar aplicativos como o Skype para fazer chamadas telefônicas internacionais por preços bem mais baixos do que os da telefonia tradicional.

Visitas periódicas a sites como Monster, Jobboom e Craig's List vão te dar uma idéia do tipo de vagas que são ofertadas na sua futura cidade. Muitos deles oferecem serviços de notificação, nos quais você se cadastra no site e recebe por e-mail as ofertas de emprego que correspondem ao seu perfil profissional. Tente descobrir quais empresas se destacam na sua área e quais são consideradas bons empregadores. Procure saber qual a faixa salarial que o mercado paga para o seu perfil. Uma ótima ferramenta pra isto é o Monster Salary Centre. Enfim, descubra o que o mercado local oferece e exige. Procure saber como as coisas funcionam no seu novo lar. Mas também saiba o que você quer, que tipos de emprego você deseja, qual o ideal e quais são aceitáveis, pois é importante ter foco durante a busca.

Uma outra coisa que eu acho fundamental é ter uma estratégia para a sua busca de emprego. Isso vai te guiar durante a jornada e manter você nos trilhos. Trace um plano do que você vai fazer, ponha no papel (ou na tela) os passos que você vai seguir pra procurar emprego e o que vai fazer caso eles dêem errado. Além do plano principal, tenha um plano B, um plano C, etc... Por exemplo, no meu caso a estratégia em linhas gerais era procurar um emprego em Montreal na área de desenvolvimento de software. Se depois de cerca de 4 ou 6 meses eu não encontrasse, começaria a procurar nas duas grandes cidades mais próximas: Ottawa e Quebec. Em paralelo eu iria procurar também vagas fora da minha especialidade, mas nas quais eu também pudesse trabalhar. Se depois de mais alguns meses não aparecesse nada, eu iria tentar também os empregos totalmente fora da minha área mas que exigem menos qualificação e experiência, apenas para pagar as contas enquanto continuaria procurando o emprego ideal.

Quem ainda ainda vai demorar um pouco a vir pro Canadá por estar aguardando o processo de imigração ou outros motivos, pode achar que é cedo pra tomar essas providências. Mas me parece ser o momento ideal pra dar início a isso. Quanto mais cedo você começar a se familiarizar com o seu novo contexto e se planejar, menos tempo e dinheiro você vai ter que gastar fazendo isso quando estiver aqui e suas chances de encontrar logo um bom emprego devem aumentar. Você não vai ser pego de surpresa nem ficar perdido sem saber o que fazer se conhecer bem o que te aguarda.

Saturday, 30 January 2010

Busca de emprego no Canadá


Encontrar um bom emprego no Canadá pode ser bem difícil. Pode demorar bastante, dar muito trabalho, te levar aos seus limites, detonar sua auto-estima, acabar com suas economias e sua paciência. Mas também pode ser o contrário de tudo isto. É claro que todos queremos ter a sorte de cair nesse segundo caso, mas na dúvida o melhor é se preparar para o pior. Assim você não vai estar em apuros se precisar enfrentar muitas dificuldades e terá uma agradável surpresa se tudo correr fácil e der certo mais cedo do que o esperado.

No nosso caso acho que ficamos entre esses dois extremos. Não demorou tanto quanto vimos acontecer com outros colegas, mas também não chegamos aqui com o emprego já garantido, como gostaríamos. Nos mudamos para Montreal em meados de junho de 2009, consegui um primeiro emprego razoável e ligeiramente fora da minha área no meio de outubro mas duas semanas depois apareceu o emprego do jeito que eu queria. Agora, completados 3 meses no segundo emprego, estou indo pra um terceiro. Melhor do que o anterior em alguns aspectos, pior em outros e uma incógnita no resto. Vamos aguardar pra ver se valeu mesmo a pena.

Faz tanto tempo que não escrevo neste blog que prometo escrever daqui pra frente alguns posts sobre a minha experiência no mercado de trabalho canadense, tentando passar um pouco do que eu tenho aprendido por aqui com relação a busca de emprego e tudo o mais. Espero que isso ajude outras pessoas que estão passando ou vão passar por esse mesmo processo, assim como conhecer a experiência de outras pessoas também me ajudou. Vale lembrar que cada caso é um caso e eu não sei exatamente como é em outras cidades do Canadá, eu só posso falar de Montreal e do meu caso específico, portanto dêem o desconto se perceberem muitas diferenças com relação a outros contextos.

Thursday, 17 December 2009

Sobre o friiiio...

Hoje pegamos pela primeira vez -19 ºC. Confesso que gelei só de olhar a temperatura na previsão. Me preparei toda. Coloquei termal underware, midlayer (um casaco mais fino, por baixo do casaco mais grosso), cachecol, gorro, luva, botas, e o casaco mais quente. Sai de casa e fui para a parada de ônibus. Sinceramente, eu não senti muita diferença para os -10 ºC que estava fazendo na última semana. Foi tranquilo. Nada de outro mundo. O grande problema é quando vem uma rajada de vento. Aí não tem nariz que aguente! Tirando isso, não passei mais frio do que na “Noite dos Insetos Assassinos”, em Mulungu. Ali sim foi frio, viu?


Acho que passei até um pouquinho de calor... Quando desci do primeiro onibus para pegar o segundo, eu vi ele passando do outro lado da rua. Como não deu para alcançar, eu não passei 15 minutos a -20 ºC esperando pelo próximo ônibus. Entrei na Starbucks em frente a parada de onibus, comprei um café, e fiquei lendo o meu livro por uns 10 minutos até que eu avistei o ônibus lá longe. Só então eu fui para a parada de ônibus, junto com algumas outras pessoas que tiveram a mesma ideia. Olha que maravilha! Vamos ver como vai ser quando chegar a -30 ºC.


E para ilustrar esse post, uma foto da Université de Montreal. Eu trabalho nesse prédio aí só até amanhã. Vou sentir saudades! Mas a escolha de não fazer o doutorado na bioinformática foi minha.



P.S. Sobre o nariz no frio de -20 ºC, os palhaços é que são felizes porque eles podem andar com a bolinha protegendo a ponta do nariz... Eu tento enrolar o cachecol e proteger o nariz, mas quem me conhece sabe que eu tenho uma "gastura" terrível de qualquer contato com o meu nariz. Mas nesse frio, o jeito é tentar se acostumar. Se eu me acostumei com os óculos, pode ser que eu consiga me acostumar com o cachecol...

Monday, 7 December 2009

Carteira de motorista - parte 2

Esse é um post bem atrasado sobre a segunda parte para se tirar a carteira de motorista: O Road test.


Um dos problemas do Road Test para quem vem do Brasil é que é impossível alugar um carro com marcha manual. E a grande maioria dos brasileiros passa a maior parte da vida dirigindo carros com marcha manual.


Logo depois que se passa pela prova escrita, a gente vai pegar uma senha para marcar o teste de direção. No guichet, o rapaz oferece a carteira de aprendiz. Com essa carteira você já pode dirigir pelas ruas de Montreal acompanhado de outra pessoa que tenha carteira de Québec, e pode fazer aula da auto-escola, se quiser. Essa carteira de aprendiz, se não me engano, custa CAD$45,00. Eu preferi não comprar. Achei muito caro e não tinha nenhum amigo com carteira Quebecois e carro para treinar antes do teste de qualquer forma.


O que eu fiz algumas horas antes do teste foi pagar uma aula com um instrutor daqui que aceita alunos sem a tal da carteira de aprendiz (tudo por debaixo dos panos mesmo). Ele também alugou o carro para eu fazer o teste.


O meu teste era numa terça-feira às 9h10min. Então encontrei esse instrutor às 7h na estação de metro Henri-Bourassa. Ele foi me buscar no carro em que outro aluno estava fazendo aula antes de mim, no mesmo esquema para fazer o teste logo depois. Já no banco de trás, senti como seria estressante essa aula. Ele gritava com o menino o tempo todo, dizia que ele ia matar as pessoas, etc. Já fui ficando nervosa logo no início. Quando deixamos o rapaz no SAAQ para ele fazer o teste dele, eu peguei o carro e comecei a minha aula.


Aqui vou fugir um pouco do assunto para falar que devia ser obrigatório que todos aprendessem a dirigir com marcha manual antes da automática. Os adolescentes aqui já começam dirigindo os carros de marcha automática e nunca aprendem a dirigir carros com marcha manual. A marcha automática é ridicula. Você só precisa pisar no acelerador e no freio. Nada mais. Não tem o feeling de você aprender o quando trocar as marchas. Acho que eles perdem muito em não aprender isso.


Voltando à aula com o terrorista, foi a pior aula de todos os tempos. Ele fica o tempo todo gritando. Você não pode perguntar nada e qualquer erro que eu cometia ele dizia que eu ia matar as criancinhas no meio da rua. Tive que perguntar três vezes sobre a história da dupla parada até que ele conseguisse me explicar direito quando fazer... Quando acabou a aula, ele me deixou no SAAQ já dizendo que eu não ia passar e que podia ligar para ele depois para marcar outra aula. Valeu!


Eu fui então fazer o teste. Passei uns 20 minutos tentando me acalmar depois das loucuras daquele maluco. Tentando decidir se adiava logo o teste ou se fazia para ver no que dava. Fiquei nesse dilema até que o avaliador me chamou para fazer o teste. Ai, ai, eu estava tão nervosa... Me tremia toda. Ele já estava com a chave do carro. Ele abriu as portas, sentou no banco do passageiro, já colocou a chave na ignição e ligou o carro. Eu entrei e rezei para dar tudo certo. Ele mandou eu sair do estacionamento. Eu, seguindo as instruções do louco, fiz como me foi dito. Coloquei a mão no banco dele, me virei toda para trás, e comecei a da a ré. Fui bem devagar por que me sinto muito mais segura usando os espelhos para fazer isso, mas regra é regra. Sai do SAAQ e comecei o teste. A primeira instrução dele foi dobrar a direita num sinal na Av. Henri-Bourassa. Como estava nervosa, assim que o sinal abriu fui logo dobrando a direita sem pensar direito, quando, felizmente, lembrei dos pedestres. Ele ainda falou: Os pedestres tem preferencia. Eu respondi que sabia, que so estava nervosa. Tirando isso, o resto do teste foi ótimo. A tranquilidade dele me deixou mais tranquila. Fiz o teste direitinho, parando nos PAREs, olhando para os pontos cegos antes de dobrar, fazendo a dupla parada quando o PARE é só pra mim, e continuando na faixa da esquerda quando dobrando para a esquerda (a parte mais difícil para mim). No final do teste, a gente volta para o SAAQ e faz a baliza.Chegando no SAAQ, eu fiquei parada com o carro, esperando os que já estavam fazendo terminarem. Nesse momento eu e o avaliador demos uma boa rizada do que estava acontecendo na area da baliza. Uma menina subiu a calcada, um menino bateu no carro de tras e a outra estava presa sem conseguir estacionar e nem sair da vaga. Passamos uns 5 minutos esperando alguem conseguir sair dessa situacao ate que eu fui fazer a baliza. De novo, posicionei o carro e coloquei o braco no banco do passageiro para virar o corpo todo para tras para dar a ré. Isso é muito chato, viu? A gente tem bem menos controle do carro fazendo isso. Tudo certo. Fiz a baliza e voltei para o ponto de partida, tendo que estacionar o carro de frente em qualquer vaga. Estacionei e ele me falou: Parabéns, você passou com 100%.


Que Felicidade viu? Na mesma hora liguei para o terrorista para falar que passei. Não aconselho a aula dele antes da prova para pessoas facilmente impressionáveis. Foi bom porque muita coisa sobre o teste eu não sabia, mas se tivesse que fazer de novo, não faria com ele nem a pau. Paguei a taxa da carteira, que para mim foram $76,00 dolares porque fiz aniversário em Outubro. Todo ano você paga pela renovação, pelo que entendi.


O Márcio fez o Road test dele semana passada e também passou. Mas, segundo ele, ele teve mais problemas com o avaliador do que com o terrorista...



Monday, 26 October 2009

Top 5


E para as donas de casa de plantão:


Top-5 Produtos Canadenses (Na minha opinião)





  1. Toalha de papel absorvente – Impressionante! Parece tecido. Você pode molhar, limpar a superfície, molhar de novo, espremer, e a folhinha fica quase intacta (dependendo da marca). Imagino que não deve ser muito ecológica, mas o fato de você precisar de apenas uma folha para limpar uma mesa suja, por exemplo, deve compensar.




  2. Detergente de lavar louças – O primeiro que compramos durou cerca de 4 meses! Tem que usar bem menos do que estamos acostumados a usar no Brasil, senão o sabão não sai dos pratos. O negócio é super concentrado.




  3. Desinfetante – Mesmo princípio do detergente. Super concentrado! Uma garrafa não dura 4 meses, porque o cachorrinho não ajuda e, às vezes, faz chichi no meio do banheiro. Aqui em casa chega a durar quase 2 meses.




  4. Meias anti-chulé – A melhor invenção do século. Imaginem passar o dia com os pés dentro de uma bota toda acolchoada por dentro, bem quentinha. Bom né? Nem tanto para o nariz. Mas com essa maravilhosa invenção, você pode tirar a bota em casa despreocupado. Claro que elas não fazem milagre e, se seu pé sua muito, provavelmente, depois de alguns dias usando a mesma meia vai dar um pouco de chulé, mas nada comparado com uma meia normal.




  5. Embalagens em geral – Aqui as embalagens são feitas para realmente conservar os produtos, mesmo depois de abertas. Quando é algum produto alimentício geralmente tem aquela tecnologia que parece com um zíper. O produto fica bem conservado por um bom tempo e você não se preocupa em fechar tudo com pregadores (hehehehe!). A caixa de leite tem um mecanismo bem inteligente (alguns não concordam) para abrir e fechar. Enfim, isso não é regra, é claro.





Depois vou postar o Bottom-5.

Wednesday, 23 September 2009

Picnic

Ultimamente, os dias aqui em Montreal têm sido bem bonitos. Inspirados pelo céu limpinho e as temperaturas agradáveis que têm feito nesses dias, nós resolvemos fazer um picnic domingo (Na verdade há dois domingos atrás, mas demorei para postar). O lugar? Parc Lafontaine.



Quando a gente veio para Montreal, eu tinha em mente que iria me apaixonar pelo parc Mont Royal. Mas me enganei. O parc Lafontaine é o point dos picnics de domingo, grupos de pessoas andando de bicicleta, cachorrinhos de todos os tipos e crianças alimentando os patos, que brincam no enorme lago artificial, com direito a chafariz e queda d'água. Estou apaixonada pelo parc Lafontaine.


Visando inaugurar nossa mochila de picnic, uma das nossas aquisições mais recentes, graças ao casal da Bahia , Ludmila e Luís (http://receitasdalud.blogspot.com), resolvi que iria fazer algo bem simples, mas que desse para usar alguns dos acessórios da mochila.


O Márcio foi o responsável pelas bebidas. Ele fez o tradicional café com leite com ajuda da nossa cafeteira italiana (também comprada do adorável casal já citado acima).


Quanto às comidas, foram ambas receitas do blog da Lua (http://quichedemacaxeira.blogspot.com): O tradicional pão de requeijão (feito com queijo cottage substituindo o requeijão) e as adoradas blondies (com gotas de chocolate meio amargo e chocolate branco). Para colocar no pão, trouxemos geléia, manteiga e umas fatias de queijo cheddar processado. Não podia ser mais simples: café com pão e bolo.



Então, domingo de tarde nós fizemos a peregrinação para o parque. Eu (com o Athos na bolsinha), Márcio, Aleyne e Jim organizamos tudo, montamos nas nossas bixis e partimos em direção ao parc Lafontaine. Foi uma ótima tarde. Nós tiramos um monte de fotos, e o picnic foi um sucesso.




Além de tudo, descorbi uma utilidade pra rede que eu trouxe lá de Fortaleza. Vi várias pessoas deitadas nas redes, armadas entre duas árvores. Como foi que eu não pensei nisso antes? Da próxima vez, vou levar a minha redinha também.